segunda-feira, 26 de julho de 2010

Galvão, o campeão


Acaba a esperança pela medalha de ouro, no vôlei de praia masculino, das olimpíadas de Pequim, entre Brasil x EUA, e a frustração é evidente. Mas, realmente, não sei se tanto pela derrota de Márcio e Fábio para os americanos Rogers e Dalhausserr ou pela invencibilidade de Galvão Bueno, na imposição de comentários, para não dizer na prepotência que acomete o locutor mais niilista e famoso do Brasil. Nesta, partida, ele dizia:
- "Saca no Dalhausserr, saca no Dalhausser. Eles Não vêem que tem que sacar no Dalhausser, que tem que mudar", repetia incansavelmente, dando todas "coordenadas" do jogo, ponto a ponto, levando a nação inteira, literalmente, à loucura.
Isso sem contar a "falta de cabeça" da dupla brasileira, identificada pelo psicólogo Galvão, que deixou escapar o primeiro set.
Eu, inumeráveis vezes, pensei: - Meu santo Deus, esse cara não pode estar falando sério. E nem poderia, é uma onisciência de dar inveja à Deus. auhuahau

E tem mais, se atletas e equipes brasileiras ouvissem mais o Galvão, provavelmente, se dariam muito melhor e, talvez nós brasileiros, estivéssemos em primeiro no quadro de medalhas olímpicas. Sim, por que os coitados dos comentaristas da Globo ficam numa situação muito da bizarra, onde assistem tal locutor fazer o papel deles, lhes obrigar a concordar com suas inflamadas críticas e arroubos de indignação, que sempre traz uma leitura perfeita da disputa, e ainda ataca de técnico de qualquer esporte.

Um amigo, hoje, me falava com tom de desgosto das transmissões do "mestre Galvão". Ele leu o meu pensamento, pois não há como não pensar na empáfia do "Gavião", ele não nos deixa esquecer dele..uahuahuah. Entra ano, sai ano, e lá vêm os mesmo erros, as mesmas gafes, movidas pelo egocentrismo e soberba: uma hora elogiando demais, outras demonizando alguém. Como o exemplo da equipe de atletismo, onde, depois do fracasso, execrou os atletas com opiniões malditas. E até infâmias como a que botou na boca do Dante, na transmissão da final:
-" Nós temos que admitir que preferíamos que fosse o Ricardo e Emanuel na final", os compatriotas Ricardo e Emanuel, que Márcio e Fábio enfrentaram nas semifinais.. hauhauhau. Como jornalista o Galvão é um brincalhão.
Eu diria que em outras épocas, onde bobagens era menos toleráveis, provavelmente quando criaram o dito popular: " a língua é o chicote do corpo", esse locutor se daria por satisfeito em narrar. Mas já que os tempos são outros e estamos nas olimpíadas, só posso dar um conselho para um jornalista com a visão viciada pelo falso sucesso:
a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, Galvão.

Nenhum comentário: