Dois jovens estudantes,um com o pseudônimo Buny, e o outro Pipe, suspeitos de formação de quadrilha, tiveram uma conversa de msn interceptada por um vizinho fuxiqueiro, ontem, em Porto Alegre. O vizinho, que denunciou a fraude à polícia, contou que eles estavam lavando dinheiro. Os universitários, que cursam Engenharia Elétrica e Jornalismo, estão sendo acusados de sabotar o programa de receita por anúncios da Google, o "Google Adsense", para enriquecer de forma ilícita e rápida, e também especulação da bolsa. Os dois jovens ainda não se pronunciaram sorbre o caso e nem se apresentaram na delagacia responsável pelo inquérito. O Delegado do caso, Afonso Timóteo, disse que "esses apelidos, como por exemplo, Buny, que significa coelho, é um código profissional e revela a o grau de meticulosidade dos meliantes".
Confira a conversa que revela o esquema:
[14:51] pipe: o bunyy...tah aih?
[14:52] Buny: opa
[14:52] Buny: colé zizuis?
[14:52] pipe: oo cara...me faz um favor?huahuahuhua
[14:52] pipe: zizuis
[14:52] Buny: dependendo o q?
[14:52] pipe: iuahuaha
[14:52] pipe: sh so entrar lah no site e ficar clicando nos anúncios...uahuahuhuahuah
[14:53] pipe: daih eu ganho uns dólares
[14:53] Buny: ah tá
[14:53] Buny: pra q?
[14:53] Buny: hahah
[14:53] Buny: meee, q lage!
[14:53] pipe: soh um pokinho, porgavor
[14:53] Buny: bah, agora não vai dar...
[14:53] pipe: por favor
[14:53] pipe: dizz q siiiiiim
[14:53] Buny: cara, to cheio de coisas pra fazer!
[14:53] Buny: depois eu clico um poco huaehauehau
[14:54] pipe: tah bem...mas naum leva tempo...bota na tua página incial...e vai clicando...te dou 5 por cento dos lucros
[14:54] pipe: uahauhauhauha
[14:54] pipe: sério
[14:54] pipe: juto
[14:54] pipe: juro
[14:55] Buny: onde tem anuncios?
[14:56] pipe: aki oh
[14:56] pipe: http://fuoo.espaceblog.net/
[14:56] pipe: soh cicar...daih vem dindin
[14:56] Buny: ah tá
[14:56] pipe: olha aih
[14:56] Buny: clicar onde?
[14:56] pipe: tem annúncio ateh interessantes
[14:56] pipe: em cima dos banner
[14:57] Buny: ah sim
[14:57] Buny: é aqules baner de spy ware... vai esperando o dinheiro vai
[14:57] pipe: naum eh naum
[14:57] pipe: tahhhh louco...jah entrei em todos
[14:57] pipe: naum eh cara
[14:58] pipe: eh td anúncio de site de confiança
[14:58] pipe: eh uma parada do google cara
[14:58] pipe: naum eh spyware
[14:58] pipe: tudo coisa séria
[14:59] Buny: ah, saquei, to clicou naquele "ganhe dinheiro em casa" né
[15:00] pipe: naum...eh pq tem um lance do google, q se tu tem um site, pode colocar os banner dos sites conveniados com o google e ganhar algum
[15:00] pipe: soh isso
[15:00] Buny: sim
[15:00] pipe: clica vaaaiii
[15:01] Buny: já criquei!
[15:02] Buny: tecno lacre!
[15:02] Buny: uhul!
[15:02] pipe: uahauhauhuahahua
[15:02] pipe: huahauhauha
[15:02] Buny: vou mandar fazer lacres pros meus pedais!
[15:02] pipe: tenta outro melhor agora
[15:02] pipe: uahauhauhauhauhauha
[15:03] pipe: um de metais
[15:03] pipe: uhauhauha
[15:03] pipe: ahh, hj vou numa festa de metal
[15:03] pipe: lah no garagem
[15:03] pipe: e tu naum vaaaii
[15:03] Buny: e dai, eu vou numa formatura... q nem é tão legal, mas tem horrores de comida e trago
[15:03] Buny: o q vai ter lá?
[15:05] Buny: putz, a petrobrás tá caindo denovo! ainda bem q eu não tenho dinheiro pra investir na bolsa!
[15:08] pipe: huhauhuahuahuaha
[15:08] pipe: de q fonte tu tviu isso da petrbrás?
[15:08] pipe: vou publicar
[15:08] pipe: uahuahuahua
[15:09] Buny: meeee
[15:09] Buny: acompanhe a bolsa!
[15:09] pipe: hauhauhuahuah
[15:09] Buny: não é notícia...
[15:09] Buny: tem os graficozinhos heheh
[15:09] pipe: ahh tahhh
[15:09] Buny: caiu um pila já! tava 35,80 agora 34,80
[15:09] Buny: hahha
[15:11] pipe: uahuahuhhahau
[15:11] pipe: q horror
segunda-feira, 26 de julho de 2010
LÉO MINOSA E OS CAROS AMIGOS
LÉO MINOSA E OS CAROS AMIGOS
Felipe Ravizon de Jesus – ravizo@hotmail.com
RESUMO
Até onde vai o papel da mídia no direito de informar é o foco deste trabalho. O que é assunto de interesse público e o que deixa de ser quando ultrapassa a linha entre a notícia de interesse do povo para bisbilhotar a vida privada. Esse é um tema muito delicado ao qual jornalistas não se fazem entender e nem reflexionam, o que muitas vezes, voluntariamente ou não, cai em sensacionalismo.
.
Palavras-chave: sensacionalismo, Fernando Henrique, Isabella Nardoni, Cazuza, Ronaldo
INTRODUÇÃO
Em alguns exemplos claros na história da comunicação, não raros no Brasil e no mundo, mas neste caso o foco se deterá à fatos evidentes ocorridos no Brasil, a responsabilidade social da imprensa de reportar episódios de interesse público é confundida ou meramente substituída pelo escândalo da notícia e especulação da vida privada.
Esta é uma linha tênue que muitas vezes é ultrapassada por jornalistas ou mal intencionados ou por acreditarem que tudo que acontece com pessoas públicas deve ser de conhecimento público. Mas então essas personalidades, por exercerem um cargo de grande visibilidade, como o presidente da república ou jogadores famosos e músicos envolvidos em escândalos não tem direito à vida particular, como todos os seres humanos do mundo devem ter e prezam por esta.
2 DESENVOLVIMENTO
A maior dificuldade em enfrentar o aparente indissociável privado e público está associada à priori a particularização da moral, da consciência versus a tentativa em si de universalizar conceitos éticos e morais. Em suma, uma valorização dos conceitos carregados pela pessoa jornalista, conceitos morais e toda a cultura armazenada em detrenimento da busca pelo consenso moral adequado ao máximo ao exercício da profissão. Francisco José Bicudo pergunta (2004) pergunta O que é de interesse jornalístico e o quê não é? Quando, como e o quê devemos publicar? Por que não pode publicar? Como deve se estabelecer esta relação? (Bicudo, 2004, p.148), em seu livro Caros Amigos e o resgate da imprensa alternativa no Brasil
Segundo Francisco José Karam, no livro Jornalismo Ética e Liberdade, (1997),
cada indivíduo carrega, consigo, de certa forma, o conjunto de valores morais sociais, que se expressam diversamente em sua singularidade. (...). As posições e opiniões conservadoras, que particularizam a humanidade e não a universalizam, que justificam pelos preconceitos pessoais e particulares a condenação universal de outros valores que não os seus, precisam ser derrotadas. (Karam, 1997, p.83)
Karam (1997) trata o tema ao analisar a polêmica matéria publicada por veja em 26 de abril de 1989, com o título "A Luta em Público contra a Aids", e que segundo o autor, impossibilita um consenso universal sobre o que é a moral e a consciência jornalística, mas permite contextualizar estes aspectos morais da cobertura feita sobre cazuza. É possível argumentar que a matéria com Cazuza, sem investigar a forma como se deu,(...) é jornalística e moralmente defensável. (Karam, 1997, p.78). De fato, há momentos da reportagem que são de quase puro jornalismo, mas alguns juízos de valor e exageros no tom dado à narrativa, demasiadamente trágico, remete à sensação de desrespeito à pessoa de carne e osso, sentimentos, por detrás do astro. Karam tentar explicitar o impasse da atuação profissional do jornalista frente as suas direções: o interesse público versus esfera privada do indivíduo, liberdade de informação contra respeito à dor, ao sofrimento.(Karam, 1997, p.78) Em momentos da matéria isso fica evidente:
O mundo de Cazuza está se acabando com estrondo e sem lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que está com Aids, a letal síndrome da imunodeficiência adquirida, o roqueiro carioca nascido há 31 anos com o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto definha um pouco a cada dia rumo ao fim inexorável.(veja, 1989, p.80).
⁃
O uso de palavras fortes e chocantes em nenhum momento são poupadas, o que não confere a matéria nem uma inverdade absoluta, tão pouco uma verdade absoluta, visto que no trecho acima a revista Veja praticamente sentencia o cantor e compositor à morte, sem levar em conta o sofrimento da mãe, as esperanças, a luta para viver, o que, isso sim, ele enfatizou na matéria: a vontade de persistir, e não o caminho da possível inverdade que a revista publicou falando da morte anunciada, "o fim inexorável". O trecho a seguir da matéria narra a dor da mãe de Cazuza: lucinha, sofrida e corajosa, jamais usa a palavra Aids, preferindo "aquela doença”(...)Nervosa e emocionada, ela se culpa pelo estado do filho (Veja, 1989, p.81).
O autor de Jornalismo, Ética e Liberdade, (1997) ainda, explica a importância de saber reconhecer que, mesmo que doloroso seja, é preciso sim noticiar o que for verdadeiramente serviço público jornalístico e não fofoca, pois não é apenas na alegria que o jornalista exerce sua função. Não apenas as novidades dos grandes shows que apresentou e que por intermédio da comunicação chegaram ao seus fãs, os lançamentos e sucessos de seus discos LPs, mas também o direito do público saber que seu ídolo está doente é uma tarefa que o repórter deve cumprir.(Karam, 1997, p.85)
Sem esquecer do espetáculo da vez, que se tornou a morte da menina Isabella Nardoni. Sim, por que este é o fato mais intrigante e mais sem mistérios que pode haver na discussão sobre a manipulação das massas. A informação do espetáculo. Como no filme de Billy Wilder, “A Montanha dos Sete Abutres”, onde um jornalista inescrupuloso interfere na vida e morte de um homem para transformá-lo em notícia. Eugênio Bucci, do Observatório da Imprensa teve o privilégio de traçar este paralelo entre a desgraça ficcional e real, em texto chamado Multidões integradas ao espetáculo, onde o autor cita o fator Léo Minosa. Há 14 anos, em artigo para a revista Imagens, então publicada pela Unicamp, usei pela primeira vez a expressão "fator Leo Minosa. Recorri a ela para designar um efeito específico que as coberturas sensacionalistas podem causar na audiência(Bucci, 2008) O protagonista, o jornalista Tatum, deixa Leo Minosa para morrer numa caverna, simplesmente para vender notícia. O lugar onde Minosa está preso é invadido por abutres que querem tirar proveito financeiro da ocasião, com toda uma rede de oportunistas, que envolve as autoridades e até a esposa do sujeito que vendia ingressos para assistirem a morte do marido, assim como as pessoas que vendem espaços nos apartamentos, em frente ao assassinato de Isabella para a mídia desvairada por carnificina e uma multidão curiosa, sedenta por espetáculo, por desgraça, coberta de sangue e de vaidades, que quer aparecer na televisão a qualquer custo, não importa a situação. Assim como acontece no caso da morte da menina Isabela, onde milhares de pessoas vão às ruas para pedir sangue, justiça, e mostrar o bolo de aniversário da menina morta para a TV, como quem, num estádio de futebol, com seus cartazes, pede : “Me filma Galvão”. É o absurdo do espetáculo. Sensacionalismo puro e só.
Quem não lembra do escândalo das eleições de 1989, mesmo ano da publicação da matéria feita pela revista Veja sobre Cazuza, em que a oposição descobriu uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, que foi ao ar, ao vivo, no horário eleitoral gratuito, dando um depoimento em que acusa o candidato a presidência de incentivar o aborto da filha Lurian, resultado do romance entre os dois. Pois depois de 15 anos, se pode relembrar do acontecido. Segundo o site terra, em matéria publicada em terça, 19 de outubro de 2004, de título Polêmica contra Lula em 89 é reeditada em Manaus,
Após 15 anos do caso Miriam Cordeiro,(...) rumor semelhante toma conta da campanha pela Prefeitura de Manaus, dessa vez contra o candidato Serafim Corrêa (PSB/PDT). E o mentor do escândalo de 1989, o empresário Egberto Batista, é o atual conselheiro e publicitário do ex-governador Amazonino Mendes(PFL), candidato adversário(Terra, 2004).
O candidato a presidência do ano de 1994, Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, também viu sua candidatura em xeque quando a mídia por pouco não larga uma notícia bomba sobre um caso fora do casamento que teria resultado em um filho. Numa verdadeira perseguição pela informação e defesa do direito de saber do leitor e cidadão, neste caso, mais do que tudo, cidadão leitor e eleitor, a revista Caros Amigos buscou saber depois de sete anos por que o fato acabou ficando nas gavetas das redações, na matéria Um fato Jornalístico, na edição de terceiro aniversário da revista, 2000, que depois é citada na reunião de matérias do livro Caros Amigos e o resgate da imprensa alternativa no Brasil, (2004). Ao contrário, Lula teve sua eleição abalada e tudo foi revelado: Foi um comportamento bem distinto daquele utilizado e adotado pela grande imprensa à época das eleições de 1989(Bicudo, 2004, 142). A situação era tão similar àquela de 89, que até o nome das ex-companheiras dos presidentes é o mesmo: Miriam. A Miriam de FHC, por sua vez, começou a ser vista com o ex-senador, à época, pelas primeiras vezes, no ano de 1988, nas noites de Brasília. Em 1991, nasce a criança, a qual, como consta na matéria, não foi tão bem recebida pelo pai.
A reportagem começou assim: o jornalista Palmério Dória ofereceu para Caros Amigos um artigo cujo título era “Presidente, Assuma!”, referindo-se ao filho gerado do romance entre Fernando Henrique Cardoso e a jornalista Miriam Dutra quando o atual presidente da República era senador. A jornalista trabalhava, e trabalha ainda, para a Rede Globo, na ocasião como repórter em Brasília, hoje como correspondente em Barcelona, Espanha".O artigo, (...) contava em detalhes, revelados por testemunhas, a reação irada do então senador, com xingos à jornalista, expulsão da sala e um pontapé no circulador de ar, que foi parar longe, no dia em que ela foi ao seu gabinete participar-lhe a gravidez(Bicudo, 2004, p.140).
Cada qual a sua maneira de agir, é visível que FHC, se resguardou melhor do que Luis Inácio Lula da Silva. Enquanto o primeiro tomou todos os cuidados, tendo maestria em formar uma guarda de cavalaria e garoto de correspondência, para auxiliar( para não dizer esconder) o fruto de seu"afair" extra conjugal, o outro foi pego de surpresa. Os membros do plano eram:
Sérgio Motta e José Serra, “cabeças do projeto presidencial”, no episódio, primeiro conseguindo para a mãe e a criança um apartamento mais confortável na Asa Sul, onde ela já morava mais modestamente, e, depois, fazendo gestões junto ao diretor de jornalismo da Rede Globo, Alberico Souza Cruz, que é o padrinho do menino, no sentido de transferir a jornalista para Lisboa, o que se efetivou(Caros Amigos, 2000, p.26-31).
Afinal, esse caso de interesse geral da nação não foi ao ar por quê? Os redatores e editores entrevistados pela Caros Amigos deram quase as mesmas respostas: o "afair" presidencial de 1988 negava, ao contrário da Miriam de Lula. E esse era um caso particular, não teria por que se envolver na intimidade do presidente. Ou senão, a linha editorial deste ou daquele veículo não trata de assuntos tão íntimos ou privados. Não há confirmação, nem o presidente nem a jornalista falam sobre o assunto, é um tema particular e afetivo, não tem caráter jornalístico(Caros Amigos Apud BICUDO, Franciso José, 2004, p. 141). Segundo Augusto Nunes diretor de redação de ZH, à época:
Fizeram uma sacanagem com o Lula, e agora como é que é?’ Mas quem fez a sacanagem com o Lula foi a Miriam Cordeiro. No caso do Fernando Henrique, a suposta mãe diz que não é. O filho tem um pai no papel, e ela não fala que Fernando Henrique é o pai. A Zero Hora nem partiu para levantar o assunto, que circulava realmente em todas as redações(Caros Amigos, 2000, p.26-31)
Ou seja, se não houvesse a intervenção da própria ex-namorada de Lula, o caso não iria à tona, como aconteceu com Fernando Henrique. Mas assim como se refere Karam em sua obra e aconteceu com Cazuza, não deveria o povo ficar sabendo como se comportam seus governantes?
Polêmica, e certamente sujeita a outras interpretações e leituras, a matéria (...) me parece essencialmente informativa, procurando costurar um mosaico de fatos e situações e depoimentos, com cuidados na apuração, reprodução e edição. Ela em nem um momento acusa o presidente, nem expõe de maneira indevida a jornalista, e muito menos submete a constrangimento e execração pública o garoto que seria fruto desta relação. Não há má fé ou falta de ética, (...) sensacionalismo ou show (Bicudo, 2004, p.141).
Este é o contraponto do tratamento dado pela revista Veja, no modo de abordar o fato delicado que a ela competia e que merecia os cuidados que o veículo não cuidou em ter.
Acho que Karam está certo. Tanto a doença de Cazuza como a doença política de esconder o jogo salientada por Bicudo, de maquiar o posicionamento de quem deve ser um exemplo de ética e postura, merecem ganhar destaque aos interessados. Pois eles existem.
Há, sem esquecer do Caso Ronaldo Nazário e o encontro supostamente indesejado com transexuais. Mas isso é público ou privado? Leia bem o texto que vai ficar claro.
REFERÊNCIAS
Vários, “Um Fato Jornalístico”, Caros Amigos, ano IV, número 37, abril 2000, p.26-31
BUCCI, Eugenio. Multidões Integradas ao Espetáculo. Disponível em. Acesso em 08. nov. 2008.
Gomes, Alexandre. Mídia e Cinema: Notícias e Abutres. Disponível em. Acesso em 08. nov. 2008.
BILLY, Wylder. “A Montanha dos Sete Abutres. [Filme-vídeo]. Produção Billy Wylder, direção de Billy Wylder. EUA) , Paramount Pictures 1951 . 1 cassete VHS / NTSC, 111 minutos. color. Son
karam, Francisco José, Jornalismo, Ética e Liberdade. 3 Edição. São Paulo: Summus, 1997.
GRAVATAI, Merengue. Veja x Ronaldo Disponível em . Acesso em 009. nov. 2008.
Palmério, Dória, et al. Um fato jornalístico. Disponível em. Acesso em 09. nov. 2008.
Revista Veja, A luta em público contra a aids. Disponível em. Acesso em 09. nov. 2008.
Felipe Ravizon de Jesus – ravizo@hotmail.com
RESUMO
Até onde vai o papel da mídia no direito de informar é o foco deste trabalho. O que é assunto de interesse público e o que deixa de ser quando ultrapassa a linha entre a notícia de interesse do povo para bisbilhotar a vida privada. Esse é um tema muito delicado ao qual jornalistas não se fazem entender e nem reflexionam, o que muitas vezes, voluntariamente ou não, cai em sensacionalismo.
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Palavras-chave: sensacionalismo, Fernando Henrique, Isabella Nardoni, Cazuza, Ronaldo
INTRODUÇÃO
Em alguns exemplos claros na história da comunicação, não raros no Brasil e no mundo, mas neste caso o foco se deterá à fatos evidentes ocorridos no Brasil, a responsabilidade social da imprensa de reportar episódios de interesse público é confundida ou meramente substituída pelo escândalo da notícia e especulação da vida privada.
Esta é uma linha tênue que muitas vezes é ultrapassada por jornalistas ou mal intencionados ou por acreditarem que tudo que acontece com pessoas públicas deve ser de conhecimento público. Mas então essas personalidades, por exercerem um cargo de grande visibilidade, como o presidente da república ou jogadores famosos e músicos envolvidos em escândalos não tem direito à vida particular, como todos os seres humanos do mundo devem ter e prezam por esta.
2 DESENVOLVIMENTO
A maior dificuldade em enfrentar o aparente indissociável privado e público está associada à priori a particularização da moral, da consciência versus a tentativa em si de universalizar conceitos éticos e morais. Em suma, uma valorização dos conceitos carregados pela pessoa jornalista, conceitos morais e toda a cultura armazenada em detrenimento da busca pelo consenso moral adequado ao máximo ao exercício da profissão. Francisco José Bicudo pergunta (2004) pergunta O que é de interesse jornalístico e o quê não é? Quando, como e o quê devemos publicar? Por que não pode publicar? Como deve se estabelecer esta relação? (Bicudo, 2004, p.148), em seu livro Caros Amigos e o resgate da imprensa alternativa no Brasil
Segundo Francisco José Karam, no livro Jornalismo Ética e Liberdade, (1997),
cada indivíduo carrega, consigo, de certa forma, o conjunto de valores morais sociais, que se expressam diversamente em sua singularidade. (...). As posições e opiniões conservadoras, que particularizam a humanidade e não a universalizam, que justificam pelos preconceitos pessoais e particulares a condenação universal de outros valores que não os seus, precisam ser derrotadas. (Karam, 1997, p.83)
Karam (1997) trata o tema ao analisar a polêmica matéria publicada por veja em 26 de abril de 1989, com o título "A Luta em Público contra a Aids", e que segundo o autor, impossibilita um consenso universal sobre o que é a moral e a consciência jornalística, mas permite contextualizar estes aspectos morais da cobertura feita sobre cazuza. É possível argumentar que a matéria com Cazuza, sem investigar a forma como se deu,(...) é jornalística e moralmente defensável. (Karam, 1997, p.78). De fato, há momentos da reportagem que são de quase puro jornalismo, mas alguns juízos de valor e exageros no tom dado à narrativa, demasiadamente trágico, remete à sensação de desrespeito à pessoa de carne e osso, sentimentos, por detrás do astro. Karam tentar explicitar o impasse da atuação profissional do jornalista frente as suas direções: o interesse público versus esfera privada do indivíduo, liberdade de informação contra respeito à dor, ao sofrimento.(Karam, 1997, p.78) Em momentos da matéria isso fica evidente:
O mundo de Cazuza está se acabando com estrondo e sem lamúrias. Primeiro ídolo popular a admitir que está com Aids, a letal síndrome da imunodeficiência adquirida, o roqueiro carioca nascido há 31 anos com o nome de Agenor de Miranda Araújo Neto definha um pouco a cada dia rumo ao fim inexorável.(veja, 1989, p.80).
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O uso de palavras fortes e chocantes em nenhum momento são poupadas, o que não confere a matéria nem uma inverdade absoluta, tão pouco uma verdade absoluta, visto que no trecho acima a revista Veja praticamente sentencia o cantor e compositor à morte, sem levar em conta o sofrimento da mãe, as esperanças, a luta para viver, o que, isso sim, ele enfatizou na matéria: a vontade de persistir, e não o caminho da possível inverdade que a revista publicou falando da morte anunciada, "o fim inexorável". O trecho a seguir da matéria narra a dor da mãe de Cazuza: lucinha, sofrida e corajosa, jamais usa a palavra Aids, preferindo "aquela doença”(...)Nervosa e emocionada, ela se culpa pelo estado do filho (Veja, 1989, p.81).
O autor de Jornalismo, Ética e Liberdade, (1997) ainda, explica a importância de saber reconhecer que, mesmo que doloroso seja, é preciso sim noticiar o que for verdadeiramente serviço público jornalístico e não fofoca, pois não é apenas na alegria que o jornalista exerce sua função. Não apenas as novidades dos grandes shows que apresentou e que por intermédio da comunicação chegaram ao seus fãs, os lançamentos e sucessos de seus discos LPs, mas também o direito do público saber que seu ídolo está doente é uma tarefa que o repórter deve cumprir.(Karam, 1997, p.85)
Sem esquecer do espetáculo da vez, que se tornou a morte da menina Isabella Nardoni. Sim, por que este é o fato mais intrigante e mais sem mistérios que pode haver na discussão sobre a manipulação das massas. A informação do espetáculo. Como no filme de Billy Wilder, “A Montanha dos Sete Abutres”, onde um jornalista inescrupuloso interfere na vida e morte de um homem para transformá-lo em notícia. Eugênio Bucci, do Observatório da Imprensa teve o privilégio de traçar este paralelo entre a desgraça ficcional e real, em texto chamado Multidões integradas ao espetáculo, onde o autor cita o fator Léo Minosa. Há 14 anos, em artigo para a revista Imagens, então publicada pela Unicamp, usei pela primeira vez a expressão "fator Leo Minosa. Recorri a ela para designar um efeito específico que as coberturas sensacionalistas podem causar na audiência(Bucci, 2008) O protagonista, o jornalista Tatum, deixa Leo Minosa para morrer numa caverna, simplesmente para vender notícia. O lugar onde Minosa está preso é invadido por abutres que querem tirar proveito financeiro da ocasião, com toda uma rede de oportunistas, que envolve as autoridades e até a esposa do sujeito que vendia ingressos para assistirem a morte do marido, assim como as pessoas que vendem espaços nos apartamentos, em frente ao assassinato de Isabella para a mídia desvairada por carnificina e uma multidão curiosa, sedenta por espetáculo, por desgraça, coberta de sangue e de vaidades, que quer aparecer na televisão a qualquer custo, não importa a situação. Assim como acontece no caso da morte da menina Isabela, onde milhares de pessoas vão às ruas para pedir sangue, justiça, e mostrar o bolo de aniversário da menina morta para a TV, como quem, num estádio de futebol, com seus cartazes, pede : “Me filma Galvão”. É o absurdo do espetáculo. Sensacionalismo puro e só.
Quem não lembra do escândalo das eleições de 1989, mesmo ano da publicação da matéria feita pela revista Veja sobre Cazuza, em que a oposição descobriu uma ex-namorada de Lula, Miriam Cordeiro, que foi ao ar, ao vivo, no horário eleitoral gratuito, dando um depoimento em que acusa o candidato a presidência de incentivar o aborto da filha Lurian, resultado do romance entre os dois. Pois depois de 15 anos, se pode relembrar do acontecido. Segundo o site terra, em matéria publicada em terça, 19 de outubro de 2004, de título Polêmica contra Lula em 89 é reeditada em Manaus,
Após 15 anos do caso Miriam Cordeiro,(...) rumor semelhante toma conta da campanha pela Prefeitura de Manaus, dessa vez contra o candidato Serafim Corrêa (PSB/PDT). E o mentor do escândalo de 1989, o empresário Egberto Batista, é o atual conselheiro e publicitário do ex-governador Amazonino Mendes(PFL), candidato adversário(Terra, 2004).
O candidato a presidência do ano de 1994, Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, também viu sua candidatura em xeque quando a mídia por pouco não larga uma notícia bomba sobre um caso fora do casamento que teria resultado em um filho. Numa verdadeira perseguição pela informação e defesa do direito de saber do leitor e cidadão, neste caso, mais do que tudo, cidadão leitor e eleitor, a revista Caros Amigos buscou saber depois de sete anos por que o fato acabou ficando nas gavetas das redações, na matéria Um fato Jornalístico, na edição de terceiro aniversário da revista, 2000, que depois é citada na reunião de matérias do livro Caros Amigos e o resgate da imprensa alternativa no Brasil, (2004). Ao contrário, Lula teve sua eleição abalada e tudo foi revelado: Foi um comportamento bem distinto daquele utilizado e adotado pela grande imprensa à época das eleições de 1989(Bicudo, 2004, 142). A situação era tão similar àquela de 89, que até o nome das ex-companheiras dos presidentes é o mesmo: Miriam. A Miriam de FHC, por sua vez, começou a ser vista com o ex-senador, à época, pelas primeiras vezes, no ano de 1988, nas noites de Brasília. Em 1991, nasce a criança, a qual, como consta na matéria, não foi tão bem recebida pelo pai.
A reportagem começou assim: o jornalista Palmério Dória ofereceu para Caros Amigos um artigo cujo título era “Presidente, Assuma!”, referindo-se ao filho gerado do romance entre Fernando Henrique Cardoso e a jornalista Miriam Dutra quando o atual presidente da República era senador. A jornalista trabalhava, e trabalha ainda, para a Rede Globo, na ocasião como repórter em Brasília, hoje como correspondente em Barcelona, Espanha".O artigo, (...) contava em detalhes, revelados por testemunhas, a reação irada do então senador, com xingos à jornalista, expulsão da sala e um pontapé no circulador de ar, que foi parar longe, no dia em que ela foi ao seu gabinete participar-lhe a gravidez(Bicudo, 2004, p.140).
Cada qual a sua maneira de agir, é visível que FHC, se resguardou melhor do que Luis Inácio Lula da Silva. Enquanto o primeiro tomou todos os cuidados, tendo maestria em formar uma guarda de cavalaria e garoto de correspondência, para auxiliar( para não dizer esconder) o fruto de seu"afair" extra conjugal, o outro foi pego de surpresa. Os membros do plano eram:
Sérgio Motta e José Serra, “cabeças do projeto presidencial”, no episódio, primeiro conseguindo para a mãe e a criança um apartamento mais confortável na Asa Sul, onde ela já morava mais modestamente, e, depois, fazendo gestões junto ao diretor de jornalismo da Rede Globo, Alberico Souza Cruz, que é o padrinho do menino, no sentido de transferir a jornalista para Lisboa, o que se efetivou(Caros Amigos, 2000, p.26-31).
Afinal, esse caso de interesse geral da nação não foi ao ar por quê? Os redatores e editores entrevistados pela Caros Amigos deram quase as mesmas respostas: o "afair" presidencial de 1988 negava, ao contrário da Miriam de Lula. E esse era um caso particular, não teria por que se envolver na intimidade do presidente. Ou senão, a linha editorial deste ou daquele veículo não trata de assuntos tão íntimos ou privados. Não há confirmação, nem o presidente nem a jornalista falam sobre o assunto, é um tema particular e afetivo, não tem caráter jornalístico(Caros Amigos Apud BICUDO, Franciso José, 2004, p. 141). Segundo Augusto Nunes diretor de redação de ZH, à época:
Fizeram uma sacanagem com o Lula, e agora como é que é?’ Mas quem fez a sacanagem com o Lula foi a Miriam Cordeiro. No caso do Fernando Henrique, a suposta mãe diz que não é. O filho tem um pai no papel, e ela não fala que Fernando Henrique é o pai. A Zero Hora nem partiu para levantar o assunto, que circulava realmente em todas as redações(Caros Amigos, 2000, p.26-31)
Ou seja, se não houvesse a intervenção da própria ex-namorada de Lula, o caso não iria à tona, como aconteceu com Fernando Henrique. Mas assim como se refere Karam em sua obra e aconteceu com Cazuza, não deveria o povo ficar sabendo como se comportam seus governantes?
Polêmica, e certamente sujeita a outras interpretações e leituras, a matéria (...) me parece essencialmente informativa, procurando costurar um mosaico de fatos e situações e depoimentos, com cuidados na apuração, reprodução e edição. Ela em nem um momento acusa o presidente, nem expõe de maneira indevida a jornalista, e muito menos submete a constrangimento e execração pública o garoto que seria fruto desta relação. Não há má fé ou falta de ética, (...) sensacionalismo ou show (Bicudo, 2004, p.141).
Este é o contraponto do tratamento dado pela revista Veja, no modo de abordar o fato delicado que a ela competia e que merecia os cuidados que o veículo não cuidou em ter.
Acho que Karam está certo. Tanto a doença de Cazuza como a doença política de esconder o jogo salientada por Bicudo, de maquiar o posicionamento de quem deve ser um exemplo de ética e postura, merecem ganhar destaque aos interessados. Pois eles existem.
Há, sem esquecer do Caso Ronaldo Nazário e o encontro supostamente indesejado com transexuais. Mas isso é público ou privado? Leia bem o texto que vai ficar claro.
REFERÊNCIAS
Vários, “Um Fato Jornalístico”, Caros Amigos, ano IV, número 37, abril 2000, p.26-31
BUCCI, Eugenio. Multidões Integradas ao Espetáculo. Disponível em
Gomes, Alexandre. Mídia e Cinema: Notícias e Abutres. Disponível em
BILLY, Wylder. “A Montanha dos Sete Abutres. [Filme-vídeo]. Produção Billy Wylder, direção de Billy Wylder. EUA) , Paramount Pictures 1951 . 1 cassete VHS / NTSC, 111 minutos. color. Son
karam, Francisco José, Jornalismo, Ética e Liberdade. 3 Edição. São Paulo: Summus, 1997.
GRAVATAI, Merengue. Veja x Ronaldo Disponível em
Palmério, Dória, et al. Um fato jornalístico. Disponível em
Revista Veja, A luta em público contra a aids. Disponível em
Faz parte da História
Muitas pessoas lembram do dia de hoje, o 11 de setembro, como o dia em que caíram as torres gêmeas, o que gerou uma busca desenfreada pelos terroristas muçulmanos, como Sadan Hussein e Bin Laden, o mentor do ataque que derrubou os prédios mais altos do mundo, em Nova Iorque, no coração dos negócios americanos e do mundo, símbolo do capitalismo, a cara da América, falando em linguajar curto e grosso. No meio desta história, vale lembrar, o brasileiro Jean Charles, anos mais tarde assassinado por ser confundido com um muçulmano homem bomba.
Um Xeque Mate de Bin Laden, se poderia dizer, em resposta à invasão americama ao Iraque, que buscava petróleo travestido de armas de destruição em massa. Como num filme de Guerra, só que sem efeitos especias, assistimos em tempo real, os EUA bombardear o Iraque, mostrar todo o seu poder bélico ao mundo.
O que as pessoas não lembram, ou talvez não saibam, é que o dia 11 de setembro já tinha deixado sua marca na história. Foi em 1973, quando o governo popular do socialista Salvador Allende foi derrubado pelo golpe militar de Pinochet. Foi um dia de Guerra Civil em Santiago do Chile. Militares lutavam contra estudantes, cidadãos comuns que defendiam a democracia, que resistiam. "A ponta de lança do golpe foram as Forças Armadas sob a direção do general Pinochet, que teve o apoio do imperialismo, do governo dos EUA, e foi articulado e financiado pela CIA e pelas transnacionais norte-americanas. E contou também com o apoio dos governos ditatoriais latino-americanos, inclusive o Brasil, associados com o imperialismo norte-americano na Operação Condor"(GUZMÁN). Foi um massacre. Allende morreu, encuralado na sede do governo, o Palácio de La Moneda, mas sem fugir, junto com o povo chileno que resistiu com luta, com brios de quem lutava por reforma agrária, por um mundo igualitário, de quem acreditava no seu representante e na democracia para sua nação. Viva o 11 de semtebro Chileno.
Referências Bibliográficas:
A Batalha do Chile (La Batalla de Chile, Patricio Guzmán, DVD)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regime_Militar_do_
Chile#Rea.C3.A7.C3.B5es_posteriores
Um Xeque Mate de Bin Laden, se poderia dizer, em resposta à invasão americama ao Iraque, que buscava petróleo travestido de armas de destruição em massa. Como num filme de Guerra, só que sem efeitos especias, assistimos em tempo real, os EUA bombardear o Iraque, mostrar todo o seu poder bélico ao mundo.
O que as pessoas não lembram, ou talvez não saibam, é que o dia 11 de setembro já tinha deixado sua marca na história. Foi em 1973, quando o governo popular do socialista Salvador Allende foi derrubado pelo golpe militar de Pinochet. Foi um dia de Guerra Civil em Santiago do Chile. Militares lutavam contra estudantes, cidadãos comuns que defendiam a democracia, que resistiam. "A ponta de lança do golpe foram as Forças Armadas sob a direção do general Pinochet, que teve o apoio do imperialismo, do governo dos EUA, e foi articulado e financiado pela CIA e pelas transnacionais norte-americanas. E contou também com o apoio dos governos ditatoriais latino-americanos, inclusive o Brasil, associados com o imperialismo norte-americano na Operação Condor"(GUZMÁN). Foi um massacre. Allende morreu, encuralado na sede do governo, o Palácio de La Moneda, mas sem fugir, junto com o povo chileno que resistiu com luta, com brios de quem lutava por reforma agrária, por um mundo igualitário, de quem acreditava no seu representante e na democracia para sua nação. Viva o 11 de semtebro Chileno.
Referências Bibliográficas:
A Batalha do Chile (La Batalla de Chile, Patricio Guzmán, DVD)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Regime_Militar_do_
Chile#Rea.C3.A7.C3.B5es_posteriores
Metro...polis
O metrô, ah, o metrô. Todos querem um. Já nem é preciso vir o caneco, a taça, mas que venha o metrô. As pessoas, principalmente as dos grandes centros urbano querem ir para o trabalho e chegar em casa mais rapidamente, querem comodidade, praticidade. "Acho uma boa. Na Europa funciona, então acho que aqui vai ser bom, é mais rápido e mais barato, diz a estudante de enfermagem da UFRGS, Mariana Seabra, que "precisaria chegar mais cedo nas aulas, por ter aulas em diferentes campos".
As capitais, que se preparam para receber a copa do mundo de 2014, além dos incentivos previstos pelo governo, estudam maneiras de arrecadar fundos e executar obras de infra-estrutura necessárias para uma cidade receber milhões de turistas. Como dar acesso rápido e prático para os estádios, parte das exigências da Fifa no processo de seleção usado para definição das sedes(Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá).
Porto Alegre, Curitiba, Natal, Cuiabá, Salvador são alguns dos exemplos onde a instalação do sistema metroviário é uma vitória mais próxima do que nunca. As demais metrópoles, que já contam com o sistema querem ampliá-lo. É o que poderia ser chamado de A Copa do Metrô.
A outra alternativa para concretizar a obra seria uma PPP. Parceria Público-privada. Existem dois interessados em desenvolver a infra-estrutura do metrô. O embaixador japonês no Brasil, Ken Shimanouchi, esteve neste começo de ano visitando a Trensurb e informou que o governo japonês tem interesse na obra. Espanhóis ligados à empresa Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) também manifestaram a intenção em realizar o empreendimento, segundo matéria publicada em 6 de março de 2009, no Jornal do Comércio.
A população de Porto Alegre demonstra entusiasmo quando o assunto é a linha da copa, o esperado baixo valor, que custará a passagem e a mobilidade do novo e mais rápido sistema de locomoção. Mas será que os valore serão acessíveis para a população. Haverá demanda para a utilização do veículo?
Escola de Engenharia da UFRGS, número 90. Chama a atenção o sitema de segurança numérico e o telefone , na porta de entrada do Laboratório com as legendas dos respectivos pesquisadores. O professor João Fortini Albano, do Laboratório de Sistema de Transportes(Lastran) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atende ao telefone que corresponde ao seu ramal. Atencioso, diz que poderia falar sobre o assunto por telefone mesmo. E Sem se dar conta da situação, e sem convidar para entrar, concede a entrevista do seu telefone para o telefone da portaria, separados por apenas uma ou outra parede. Confirma ter recebido o email que questionava a origem de um depoimento dado no ano passado, para a Zero Hora, em que criticava a instalação do metrô, em Porto Alegre. " Sim, a fala é minha, mas o contexto era outro", diz o especialista. Devido ao advento da Copa, na minha opinião, se justifica a instalação do metrô. Antes era diferente.
Seria um investimento de 3 bi para construir algo que não é prioridade. Mas agora, se o governo vai bancar para nós por causa da Copa, a gente que não vai dizer não." Albano explica que contudo não haverá, em um primeiro momento, demanda para o projeto da linha 2, de Porto Alegre. O traçado previsto sai do Mercado Público, pela avenida Borges de Medeiros, Praça Itália, avenida Praia de Belas, com duas alternativas de prosseguir até a Rótula do Papa, na Azenha (uma pela rua Marcílio Dias e outra pela avenida José de Alencar, que aumentaria a extensão em 1,5 quilômetro), o que segundo o especialista, "não constitui público suficiente para justificar a construção de um metro.
Depois deste primeiro momento da construção do metro, que é de suprir as necessidades de movimentação devido ao grande turismo, por conta da copa, a continuação desta linha deve aí sim ganhar demanda, quando a linha chegar nas imediações da avenidas Azenha, Bento Gonçalves, Antonio de Carvalho, Campus do Vale da Ufrgs e avenida Manoel Elias, onde há maior atividade econômica e universitária. Mas se quiseres saber sobre algum estudo de demanda procura alguém da Metroplan ou da Trensurb, que eles vão te fornecer dados mais específicos".
Mas o assunto da instalação de um metrô, na cidade, ainda é calma. Tanto que pouco pode se saber a respeito dela. Os que deveriam ser os mais envolvidos, como os orgãos responsáveis pelo transporte de Porto Alegre, Trensurb e Metroplan, parecem estar alheios a qualquer informação que diga respeito à obra. Exceto ao fato de que não existe um planejamento de construção, pois "é feito um consórcio de empresas que ganham licitações para gerir a obra. Quem oferecer um planejamento com melhor custo-benefício ganha a licitação". Ao telefone o fiscal de obras da Trensurb, José Francisco F. dos Santos, depois de ligação transferida pelo assessor de Imprensa Antonio Oliveira, se comprometeu em enviar um estudo da demanda sobre o projeto e não o fez.
Opinião semelhante a de Albano tem o engenheiro civil e mestre em Transportes Mauri Panitz. Em entrevista ao Jornal do Comércio, no da 6 de março de 2009, "Panitz destaca que os metrôs normalmente são deficitários economicamente em sua operação e por isso precisam de subsídios do governo. Por ser um veículo de massa, não cabe o valor ficar acima da média do transporte municipal. Por ter a finalidade de transportar a massa, o veículo deveria ter uma tarifa inferior ao patamar de US$ 1. Ambos os especialistas reconhecem a importância e eficácia do metro, principalmente no que diz respeito de engarrafamentos nas ruas . "Panitz argumenta que se houver uma integração inteligente com os outros modais, poderá ocorrer uma mudança da cultura dos porto-alegrenses e diminuir o uso dos automóveis.
Em 2008, em matéria já citada de zero Hora, Albano avaliava que o metro é o uma alternativa a se pensada para daqui dez ou 20 anos e p ropunha soluções mais baratas para a diminuição do trânsito. "A eliminação de sinaleiras, a construção de passarelas e viadutos, o alargamento de ruas e a criação de rodízio de horários entre o expediente de serviços públicos, uma experiência bem-sucedida em cidades como Washington (EUA), para driblar os horários de pico".
"Coloca o seguinte", pede o professor Albano, "diz que eu propus a seguinte indagação: Havendo um metro, o porto-alegrense vai deixar o carro em casa?"
Panitz salienta que o metrô é um meio de transporte rápido e confiável. "Além de não estar sujeito a engarrafamentos e não verificar as emissões atmosféricas ocasionadas pela circulação de ônibus e automóveis", acrescenta Panitz. O ex-diretor técnico da Secretaria estadual dos Transportes supõe que o metrô, no futuro, também poderá atender a cidades vizinhas de Porto Alegre como: Viamão, Cachoeirinha e Alvorada.
As capitais, que se preparam para receber a copa do mundo de 2014, além dos incentivos previstos pelo governo, estudam maneiras de arrecadar fundos e executar obras de infra-estrutura necessárias para uma cidade receber milhões de turistas. Como dar acesso rápido e prático para os estádios, parte das exigências da Fifa no processo de seleção usado para definição das sedes(Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza, Manaus e Cuiabá).
Porto Alegre, Curitiba, Natal, Cuiabá, Salvador são alguns dos exemplos onde a instalação do sistema metroviário é uma vitória mais próxima do que nunca. As demais metrópoles, que já contam com o sistema querem ampliá-lo. É o que poderia ser chamado de A Copa do Metrô.
A outra alternativa para concretizar a obra seria uma PPP. Parceria Público-privada. Existem dois interessados em desenvolver a infra-estrutura do metrô. O embaixador japonês no Brasil, Ken Shimanouchi, esteve neste começo de ano visitando a Trensurb e informou que o governo japonês tem interesse na obra. Espanhóis ligados à empresa Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF) também manifestaram a intenção em realizar o empreendimento, segundo matéria publicada em 6 de março de 2009, no Jornal do Comércio.
A população de Porto Alegre demonstra entusiasmo quando o assunto é a linha da copa, o esperado baixo valor, que custará a passagem e a mobilidade do novo e mais rápido sistema de locomoção. Mas será que os valore serão acessíveis para a população. Haverá demanda para a utilização do veículo?
Escola de Engenharia da UFRGS, número 90. Chama a atenção o sitema de segurança numérico e o telefone , na porta de entrada do Laboratório com as legendas dos respectivos pesquisadores. O professor João Fortini Albano, do Laboratório de Sistema de Transportes(Lastran) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atende ao telefone que corresponde ao seu ramal. Atencioso, diz que poderia falar sobre o assunto por telefone mesmo. E Sem se dar conta da situação, e sem convidar para entrar, concede a entrevista do seu telefone para o telefone da portaria, separados por apenas uma ou outra parede. Confirma ter recebido o email que questionava a origem de um depoimento dado no ano passado, para a Zero Hora, em que criticava a instalação do metrô, em Porto Alegre. " Sim, a fala é minha, mas o contexto era outro", diz o especialista. Devido ao advento da Copa, na minha opinião, se justifica a instalação do metrô. Antes era diferente.
Seria um investimento de 3 bi para construir algo que não é prioridade. Mas agora, se o governo vai bancar para nós por causa da Copa, a gente que não vai dizer não." Albano explica que contudo não haverá, em um primeiro momento, demanda para o projeto da linha 2, de Porto Alegre. O traçado previsto sai do Mercado Público, pela avenida Borges de Medeiros, Praça Itália, avenida Praia de Belas, com duas alternativas de prosseguir até a Rótula do Papa, na Azenha (uma pela rua Marcílio Dias e outra pela avenida José de Alencar, que aumentaria a extensão em 1,5 quilômetro), o que segundo o especialista, "não constitui público suficiente para justificar a construção de um metro.
Depois deste primeiro momento da construção do metro, que é de suprir as necessidades de movimentação devido ao grande turismo, por conta da copa, a continuação desta linha deve aí sim ganhar demanda, quando a linha chegar nas imediações da avenidas Azenha, Bento Gonçalves, Antonio de Carvalho, Campus do Vale da Ufrgs e avenida Manoel Elias, onde há maior atividade econômica e universitária. Mas se quiseres saber sobre algum estudo de demanda procura alguém da Metroplan ou da Trensurb, que eles vão te fornecer dados mais específicos".
Mas o assunto da instalação de um metrô, na cidade, ainda é calma. Tanto que pouco pode se saber a respeito dela. Os que deveriam ser os mais envolvidos, como os orgãos responsáveis pelo transporte de Porto Alegre, Trensurb e Metroplan, parecem estar alheios a qualquer informação que diga respeito à obra. Exceto ao fato de que não existe um planejamento de construção, pois "é feito um consórcio de empresas que ganham licitações para gerir a obra. Quem oferecer um planejamento com melhor custo-benefício ganha a licitação". Ao telefone o fiscal de obras da Trensurb, José Francisco F. dos Santos, depois de ligação transferida pelo assessor de Imprensa Antonio Oliveira, se comprometeu em enviar um estudo da demanda sobre o projeto e não o fez.
Opinião semelhante a de Albano tem o engenheiro civil e mestre em Transportes Mauri Panitz. Em entrevista ao Jornal do Comércio, no da 6 de março de 2009, "Panitz destaca que os metrôs normalmente são deficitários economicamente em sua operação e por isso precisam de subsídios do governo. Por ser um veículo de massa, não cabe o valor ficar acima da média do transporte municipal. Por ter a finalidade de transportar a massa, o veículo deveria ter uma tarifa inferior ao patamar de US$ 1. Ambos os especialistas reconhecem a importância e eficácia do metro, principalmente no que diz respeito de engarrafamentos nas ruas . "Panitz argumenta que se houver uma integração inteligente com os outros modais, poderá ocorrer uma mudança da cultura dos porto-alegrenses e diminuir o uso dos automóveis.
Em 2008, em matéria já citada de zero Hora, Albano avaliava que o metro é o uma alternativa a se pensada para daqui dez ou 20 anos e p ropunha soluções mais baratas para a diminuição do trânsito. "A eliminação de sinaleiras, a construção de passarelas e viadutos, o alargamento de ruas e a criação de rodízio de horários entre o expediente de serviços públicos, uma experiência bem-sucedida em cidades como Washington (EUA), para driblar os horários de pico".
"Coloca o seguinte", pede o professor Albano, "diz que eu propus a seguinte indagação: Havendo um metro, o porto-alegrense vai deixar o carro em casa?"
Panitz salienta que o metrô é um meio de transporte rápido e confiável. "Além de não estar sujeito a engarrafamentos e não verificar as emissões atmosféricas ocasionadas pela circulação de ônibus e automóveis", acrescenta Panitz. O ex-diretor técnico da Secretaria estadual dos Transportes supõe que o metrô, no futuro, também poderá atender a cidades vizinhas de Porto Alegre como: Viamão, Cachoeirinha e Alvorada.
Um pingo no Oceano
“A comunidade não se une. Ninguém mais se ajuda. A sociedade tem que se coçar. Cada um cuida de si, e ninguém cuida de ninguém”.
Essas são de clarações de indignação de muitos ,quando perguntados sobre o que fazer para melhorar a situação e segurança do lugar em que vivem. Inclusive no Bairro Bom Fim, na Ramiro Barcelos, onde trabalha o chaveiro Alexandre Alves, emfrente ao Banco Itaú.Bastante popular, o chaveiro, presidentedo CONSEG- Bom Fim, Conselho de Segurança Comunitário,projeto piloto da 9ª BPM , comprimenta bastante gente, enquanto começa a contar as mazelas do lugar onde vive, e repete o chavão dos descontentes, mas ressalta: “ eu sou teimoso, não desisto tão fácil. Sabe aquele pinguinho a mais no meiodo oceano? Pois é, eu sou assim”, declara quando perguntado sobre como correm as coisas no Bairro onde é presidente do Conselho Comunitário de Segurança. E onde, revela Alves, a população não tem voz ativa. “Acomunidade tem que colocar a boca no trambone. Temos reuniões todas as terças -feiras, na segunda semana do mês, às 20h. Pode vir se quiser", convida o chaveiro. "Tentamos dar voz, para os moradores relatarem os problemas que acontecem e ajudarem a solucionar. O que chega até mim, eu passo para os orgãos responsáveis". Mas segundo o presidente do sindicato, “ os cidadãos não são engajados, não ultilizam as urnas", método instalado em pontos da região, como por exemplo, na Sorveteria Cronks da Felipe Camarão, no restaurante Giardino, na Ferragem Alves da Fernandes Vieira, "com o intuito de dar soluções à problemas e delatar infrações e excessos”. Entre uma escapadela e outra, para atender a clientela, ele fala do policiamento e do assalto ocorrido nas proximidades no dia 08 de fevereiro, no posto Shell, da Oswaldo Aranha e diz: “o que parace, pela reação das pessoas e das autoridades, é que não está acontecendo nem um problema. Há falta de recursos e informação da policía, que possuem dois carros e duas motos para sete bairros. O CONSEG é um projeto piloto da brigada militar e eles mesmo não comparecem às reuniões. Como eles podem estar em todos os lugares sem a ajuda da população. Um tem que olharpelo outro”, desabafa, ainda esperançoso, o presidente chaveiro.
Essas são de clarações de indignação de muitos ,quando perguntados sobre o que fazer para melhorar a situação e segurança do lugar em que vivem. Inclusive no Bairro Bom Fim, na Ramiro Barcelos, onde trabalha o chaveiro Alexandre Alves, emfrente ao Banco Itaú.Bastante popular, o chaveiro, presidentedo CONSEG- Bom Fim, Conselho de Segurança Comunitário,projeto piloto da 9ª BPM , comprimenta bastante gente, enquanto começa a contar as mazelas do lugar onde vive, e repete o chavão dos descontentes, mas ressalta: “ eu sou teimoso, não desisto tão fácil. Sabe aquele pinguinho a mais no meiodo oceano? Pois é, eu sou assim”, declara quando perguntado sobre como correm as coisas no Bairro onde é presidente do Conselho Comunitário de Segurança. E onde, revela Alves, a população não tem voz ativa. “Acomunidade tem que colocar a boca no trambone. Temos reuniões todas as terças -feiras, na segunda semana do mês, às 20h. Pode vir se quiser", convida o chaveiro. "Tentamos dar voz, para os moradores relatarem os problemas que acontecem e ajudarem a solucionar. O que chega até mim, eu passo para os orgãos responsáveis". Mas segundo o presidente do sindicato, “ os cidadãos não são engajados, não ultilizam as urnas", método instalado em pontos da região, como por exemplo, na Sorveteria Cronks da Felipe Camarão, no restaurante Giardino, na Ferragem Alves da Fernandes Vieira, "com o intuito de dar soluções à problemas e delatar infrações e excessos”. Entre uma escapadela e outra, para atender a clientela, ele fala do policiamento e do assalto ocorrido nas proximidades no dia 08 de fevereiro, no posto Shell, da Oswaldo Aranha e diz: “o que parace, pela reação das pessoas e das autoridades, é que não está acontecendo nem um problema. Há falta de recursos e informação da policía, que possuem dois carros e duas motos para sete bairros. O CONSEG é um projeto piloto da brigada militar e eles mesmo não comparecem às reuniões. Como eles podem estar em todos os lugares sem a ajuda da população. Um tem que olharpelo outro”, desabafa, ainda esperançoso, o presidente chaveiro.
Bundas gordas sentadas em frente à diversão da alienação
Na obra Mídia & Democracia (2005), os autores Pedrinho Guareschi e Osvaldo Biz lançam um olhar crítico sobre o problema da contradição existente entre o direito humano à informação e à livre expressão e a prática brasileira tão distante desse direito. Uma pesquisa realizada pelos autores aponta que, entre a população, não há consciência de que a televisão é um serviço público, concedido por tempo determinado a quem possa prestar esse serviço à população. Ou seja, o concessionário não possui um meio, mas é o seu gestor, embora não haja esse entendimento entre os "donos" da mídia.
Entre umas dar abordagens importantes feitas pelos autores está o uso da comunicação e das mídias como modo de participação popular, organização política e democracia, que gere a conscientização, a liberdade de idéias, de autonomia para entender o mundo ao nosso redor, de agir e exercer a cidadania, onde se possa saber o que acontece com as pessoas e com mundo, e assim contribuir efetivamente na evolução, que deve rumar no sentido da liberdade intelectual e social. Assim como na Grécia antiga era conhecida a ágora. Pessoas que se reuniam num local público, que chamavam de ágora, para discutir e decidir sobre questões que tinham a ver com todas as famílias. A isso chamaram de democracia, que seria o governo do povo, criado e legitimado pelo povo, para o bem comum deles próprios. Ou seja, a estreita ligação existente entre a mídia e a política. Onde grande parte do monopólio da comunicação existente pertence as famílias tradicionais da política. Como é o caso do império das comunicações no Maranhão, e sei lá mais o que pode ser chamado, tamanha é a teia de expropriações da família Sarney e o respectivo “coronelismo midiático” que à máfia Sarney compete.
É aí que está a importância de existir resistência, o, por mais que bafado, coro dos descontentes, que é listado pelos autores. Organizações com responsabilidade social e sede de mudança , como a CAP, “iniciativa de entidades da sociedade civil, reunidas em torno da campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”(..) encampada pela comissão de direitos humanos da câmara dos deputados, quando era Presidente da câmara o Deputado Orlando Fantazini”(p.94), e o Observatório de Imprensa, por exemplo.
“ O Observatório da Imprensa é um instrumento estratégico no processo de aumentar o grau de participação da sociedade brasileira em tudo o que lhe concerne. E a parte mais relevante é como instiga e liberta os jornalistas para alçarem vôos mais altos no ofício e debates da profissão, pelo menos onde exercem seu papel e cidadania com um pingo de galhardia. “ Tem sido um valioso estímulo para as discussões internas que hoje convertem-se em rotinas nas redações”(p.102).
Em trecho de texto do site Observatório da Imprensa, Alexandre Goulart faz um panorama de um tema crucial, ao que se refere ao estampido que a surdez do receptor, estimulada principalmente pela TV e rádio, não permite ouvir, abordado por Guareschi e Biz, na obra “Mídia e Democracia”.
“No Brasil, a televisão nasceu sob a marca do entretenimento – palavra criticada quando falamos em televisão. Em poucos anos, a TV ganhou fama e se difundiu Brasil afora. A hipnose massificante, na visão de alguns, tomou conta das classes menos intelectualizadas e o Brasil real passou a ser representado na telinha. Nos anos 70 e 80, a TV se tornou a principal mídia eletrônica brasileira, agente da unificação do país, geradora de uma identidade nacional. O sistema broadcasting, formando as redes, sobrepôs o nacional ao regional e o Brasil real passou a ser aquele reproduzido a partir de um determinado ponto de vista que informava e entretinha a maioria da população, especialmente nas telenovelas, um gênero que com o tempo se tornou genuinamente brasileiro".
O peremptório da conversa, é o direito de concessão de TV's e das rádios. É muito grande o muro da burocracia que separa os cidadãos comuns, daqueles que detém o poder do monopólio. De fato os “donos” da mídia mantém um esquema difícil de burlar. Sim, por que, em papéis invertidos a democracia senti a necessidade de escapulir entre as falhas da máfia da corrupção. Que estão, por sinal, nos representado no senado, na câmara dos deputados e não permitem que a história real saia às ruas. É o caso do tão execrado pela comunidade Internacional, acusado de censura por ter negado concessão a emissora televisiva RCM, em seu País, o presidente da Venezuela Hugo Chavez. E parece ser desvendado não tão “tirano” assim pelo livro em análise. De fato, se não há como igualar poderes, e acabar com a censura dos mais poderosos. Quando, segundo o autores, Chavez vem dando voz ao povo, abrindo portas para as populações iniciarem o tão desejado, por poucos, processo de democratização, seja intelectual, seja de participação popular, pois um deriva do outro, através de concessões de rádio e para as comunidades e TV para vias alternativas, é vitimado por infâmias dos não conformados, com a abertura social ou com a perda de espaço. A solução só pode ser mesmo censurar a censura. E a censura, sempre, vêm de cima.
“ A decisão de novas concessões de Rádios Comunitárias precisa de aprovação do Congresso Nacional, cujos inúmeros parlamentares são proprietários de rádios nacionais. Ou seja, não querem concorrência.” Daí a falta de interesse no exame dos novos pedidos, sem contar que o trabalho da polícia federal é eficientíssimo no fechamento desse tipo de estação de comunicação, quando julgam que a lei não está sendo cumprida(p.108)”.Ou seja, fazem questão de abafar a voz dos menores, quanto mais o coro dos descontentes.
“O termômetro que mede a democracia numa sociedade é o mesmo que mede a participação dos cidadãos na comunicação", cita a tônica da obra Herbert de Souza. A observação é uma verdade esquecida. O que há de mais relevante nos estudo de Guareschi e Biz, na minha opinião, está ilustrado na tentativa de sintetizar as características do que seria hoje democracia . Pois são óbvios direitos básicos do cidadão, que deve começar a ser mudado e ser visto por dentro, pelo jornalista. Algo que, hoje em dia, parece tesouros perdidos nos cursos de jornalismo. Principalmente em faculdades particulares, onde não ensinam o estudante a escrever, mas ser engolido pela lógica do mercado e ser um multimídia, e acabam por negligenciar do aprendiz o que é jornalismo. Estão mais preocupados em dar aulas de assessoria de imprensa e formar assessores, apresentadores e não jornalistas. Olhar página 86 em diante.
Uma mídia que não permite a participação dos cidadãos, que não abre um canal realmente interativo, é uma mídia que não se abre à realidade e aos valores de uma nação, mas os impõe de forma subjetiva. Pois não eram considerados cidadãos todos os que sentavam na ágora. Apenas aqueles que “falassem”, que apresentassem uma proposta ou alternativa ao problema em discussão é que recebiam o título de cidadão. Assim como só é cidadão aquele que tem acesso a informação, ao conhecimento e, assim, a liberdade mental, e a condição de defender suas crenças e batalhar por elas. E isso se configura quase impossível, num país onde as telenovelas e os programas de auditório, enfim toda lógica do espetáculo, palavra que será ainda muito citada neste texto, é estabelecida por um oligopólio ou monopólio da comunicação, tendo em vista a Rede Globo, que não dá espaço para formar cidadãos, e sim o processo de massificação que a essa compete, se contabilizarmos a RBS TV e outras filiais da emissora mais poderosa do Brasil.
Afinal, o que é e para que serve a televisão? Serve para entreter e mostrar espetáculos. Como o futebol e as novelas. Ou o espetáculo da vez, que se tornou a morte da menina Isabella Nardoni. Sim, por que este é o fato mais intrigante e mais sem mistérios que pode haver na discussão sobre a manipulação das massas. A informação do espetáculo. Como no filme de Billy Wilder, “A Montanha dos Sete Abutres”, onde um jornalista inescrupuloso interfere na vida e morte de um homem para transformá-lo em notícia. O protagonista, o jornalista Tatum, deixa Leo Minosa para morrer numa caverna, simplesmente para vender notícia. O lugar onde Minosa está preso é invadido por abutres que querem tirar proveito financeiro da ocasião, com toda uma rede de oportunistas, que envolve as autoridades e até a esposa do sujeito que vendia ingressos para assistirem a morte do marido, assim como as pessoas que vendem espaços nos apartamentos, em frente ao assassinato de Isabella para a mídia desvairada por carnificina e uma multidão curiosa, sedenta por espetáculo, por desgraça, coberta de sangue e de vaidades, que quer aparecer na televisão a qualquer custo, não importa a situação. Assim como acontece no caso da morte da menina Isabela, onde milhares de pessoas vão às ruas para pedir sangue, justiça, e mostrar o bolo de aniversário da menina morta para a TV, como quem, num estádio de futebol, com seus cartazes, pede : “Me filma Galvão”. É o absurdo do espetáculo. Sensacionalismo puro e só.
Então isso é informação que se preze? Essa novela da desgraça real é o que temos direito de assistir? Como bem público a televisão deve informar, dar conteúdo e não ludibriar e unir as pessoas através da massificação, mas sim através da informação e do conhecimento. No livro “Mídia e Democracia” é apresentado, um telespectador passivo, incapaz de se desvencilhar da masmorra onde está preso, a TV. Como as pessoas que vivem as vidas que enxergam na novela. Vestem a moda ditada pela programação do horário nobre da globo. Envolvidos pelo lúdico (e gratuito), consomem a programação televisiva sem se preocupar com o que estão vendo, como um passatempo alienante que idiotiza. O telespectador, não é de todo passivo desta maneira. Mas de algum modo, àqueles em que o mínimo de educação e discernimento não chegaram ou não foi logrado êxito é de se imaginar quão difícil deva ser se situar e entender o que é real e o que é apenas sombra, como no “mito da caverna de Platão”.
O histórico da televisão mostra como esse meio, difusor de entretenimento, tem o maior poder e potencial de transmitir conhecimento de forma simultânea, entre todas as mídias, de mobilizar as massas. E isso deve ser usado, para ajudar a instruir e construir cidadãos conscientes, que tenham noção do que se passa no seu país e qual é o andamento do mundo. Para poderem ajudar a escrever a história. E não para nos deixar cada vez mais enfadonhos, gordos e absortos da realidade. Bundas gordas sentadas em frente à diversão da alienação.
Entre umas dar abordagens importantes feitas pelos autores está o uso da comunicação e das mídias como modo de participação popular, organização política e democracia, que gere a conscientização, a liberdade de idéias, de autonomia para entender o mundo ao nosso redor, de agir e exercer a cidadania, onde se possa saber o que acontece com as pessoas e com mundo, e assim contribuir efetivamente na evolução, que deve rumar no sentido da liberdade intelectual e social. Assim como na Grécia antiga era conhecida a ágora. Pessoas que se reuniam num local público, que chamavam de ágora, para discutir e decidir sobre questões que tinham a ver com todas as famílias. A isso chamaram de democracia, que seria o governo do povo, criado e legitimado pelo povo, para o bem comum deles próprios. Ou seja, a estreita ligação existente entre a mídia e a política. Onde grande parte do monopólio da comunicação existente pertence as famílias tradicionais da política. Como é o caso do império das comunicações no Maranhão, e sei lá mais o que pode ser chamado, tamanha é a teia de expropriações da família Sarney e o respectivo “coronelismo midiático” que à máfia Sarney compete.
É aí que está a importância de existir resistência, o, por mais que bafado, coro dos descontentes, que é listado pelos autores. Organizações com responsabilidade social e sede de mudança , como a CAP, “iniciativa de entidades da sociedade civil, reunidas em torno da campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania”(..) encampada pela comissão de direitos humanos da câmara dos deputados, quando era Presidente da câmara o Deputado Orlando Fantazini”(p.94), e o Observatório de Imprensa, por exemplo.
“ O Observatório da Imprensa é um instrumento estratégico no processo de aumentar o grau de participação da sociedade brasileira em tudo o que lhe concerne. E a parte mais relevante é como instiga e liberta os jornalistas para alçarem vôos mais altos no ofício e debates da profissão, pelo menos onde exercem seu papel e cidadania com um pingo de galhardia. “ Tem sido um valioso estímulo para as discussões internas que hoje convertem-se em rotinas nas redações”(p.102).
Em trecho de texto do site Observatório da Imprensa, Alexandre Goulart faz um panorama de um tema crucial, ao que se refere ao estampido que a surdez do receptor, estimulada principalmente pela TV e rádio, não permite ouvir, abordado por Guareschi e Biz, na obra “Mídia e Democracia”.
“No Brasil, a televisão nasceu sob a marca do entretenimento – palavra criticada quando falamos em televisão. Em poucos anos, a TV ganhou fama e se difundiu Brasil afora. A hipnose massificante, na visão de alguns, tomou conta das classes menos intelectualizadas e o Brasil real passou a ser representado na telinha. Nos anos 70 e 80, a TV se tornou a principal mídia eletrônica brasileira, agente da unificação do país, geradora de uma identidade nacional. O sistema broadcasting, formando as redes, sobrepôs o nacional ao regional e o Brasil real passou a ser aquele reproduzido a partir de um determinado ponto de vista que informava e entretinha a maioria da população, especialmente nas telenovelas, um gênero que com o tempo se tornou genuinamente brasileiro".
O peremptório da conversa, é o direito de concessão de TV's e das rádios. É muito grande o muro da burocracia que separa os cidadãos comuns, daqueles que detém o poder do monopólio. De fato os “donos” da mídia mantém um esquema difícil de burlar. Sim, por que, em papéis invertidos a democracia senti a necessidade de escapulir entre as falhas da máfia da corrupção. Que estão, por sinal, nos representado no senado, na câmara dos deputados e não permitem que a história real saia às ruas. É o caso do tão execrado pela comunidade Internacional, acusado de censura por ter negado concessão a emissora televisiva RCM, em seu País, o presidente da Venezuela Hugo Chavez. E parece ser desvendado não tão “tirano” assim pelo livro em análise. De fato, se não há como igualar poderes, e acabar com a censura dos mais poderosos. Quando, segundo o autores, Chavez vem dando voz ao povo, abrindo portas para as populações iniciarem o tão desejado, por poucos, processo de democratização, seja intelectual, seja de participação popular, pois um deriva do outro, através de concessões de rádio e para as comunidades e TV para vias alternativas, é vitimado por infâmias dos não conformados, com a abertura social ou com a perda de espaço. A solução só pode ser mesmo censurar a censura. E a censura, sempre, vêm de cima.
“ A decisão de novas concessões de Rádios Comunitárias precisa de aprovação do Congresso Nacional, cujos inúmeros parlamentares são proprietários de rádios nacionais. Ou seja, não querem concorrência.” Daí a falta de interesse no exame dos novos pedidos, sem contar que o trabalho da polícia federal é eficientíssimo no fechamento desse tipo de estação de comunicação, quando julgam que a lei não está sendo cumprida(p.108)”.Ou seja, fazem questão de abafar a voz dos menores, quanto mais o coro dos descontentes.
“O termômetro que mede a democracia numa sociedade é o mesmo que mede a participação dos cidadãos na comunicação", cita a tônica da obra Herbert de Souza. A observação é uma verdade esquecida. O que há de mais relevante nos estudo de Guareschi e Biz, na minha opinião, está ilustrado na tentativa de sintetizar as características do que seria hoje democracia . Pois são óbvios direitos básicos do cidadão, que deve começar a ser mudado e ser visto por dentro, pelo jornalista. Algo que, hoje em dia, parece tesouros perdidos nos cursos de jornalismo. Principalmente em faculdades particulares, onde não ensinam o estudante a escrever, mas ser engolido pela lógica do mercado e ser um multimídia, e acabam por negligenciar do aprendiz o que é jornalismo. Estão mais preocupados em dar aulas de assessoria de imprensa e formar assessores, apresentadores e não jornalistas. Olhar página 86 em diante.
Uma mídia que não permite a participação dos cidadãos, que não abre um canal realmente interativo, é uma mídia que não se abre à realidade e aos valores de uma nação, mas os impõe de forma subjetiva. Pois não eram considerados cidadãos todos os que sentavam na ágora. Apenas aqueles que “falassem”, que apresentassem uma proposta ou alternativa ao problema em discussão é que recebiam o título de cidadão. Assim como só é cidadão aquele que tem acesso a informação, ao conhecimento e, assim, a liberdade mental, e a condição de defender suas crenças e batalhar por elas. E isso se configura quase impossível, num país onde as telenovelas e os programas de auditório, enfim toda lógica do espetáculo, palavra que será ainda muito citada neste texto, é estabelecida por um oligopólio ou monopólio da comunicação, tendo em vista a Rede Globo, que não dá espaço para formar cidadãos, e sim o processo de massificação que a essa compete, se contabilizarmos a RBS TV e outras filiais da emissora mais poderosa do Brasil.
Afinal, o que é e para que serve a televisão? Serve para entreter e mostrar espetáculos. Como o futebol e as novelas. Ou o espetáculo da vez, que se tornou a morte da menina Isabella Nardoni. Sim, por que este é o fato mais intrigante e mais sem mistérios que pode haver na discussão sobre a manipulação das massas. A informação do espetáculo. Como no filme de Billy Wilder, “A Montanha dos Sete Abutres”, onde um jornalista inescrupuloso interfere na vida e morte de um homem para transformá-lo em notícia. O protagonista, o jornalista Tatum, deixa Leo Minosa para morrer numa caverna, simplesmente para vender notícia. O lugar onde Minosa está preso é invadido por abutres que querem tirar proveito financeiro da ocasião, com toda uma rede de oportunistas, que envolve as autoridades e até a esposa do sujeito que vendia ingressos para assistirem a morte do marido, assim como as pessoas que vendem espaços nos apartamentos, em frente ao assassinato de Isabella para a mídia desvairada por carnificina e uma multidão curiosa, sedenta por espetáculo, por desgraça, coberta de sangue e de vaidades, que quer aparecer na televisão a qualquer custo, não importa a situação. Assim como acontece no caso da morte da menina Isabela, onde milhares de pessoas vão às ruas para pedir sangue, justiça, e mostrar o bolo de aniversário da menina morta para a TV, como quem, num estádio de futebol, com seus cartazes, pede : “Me filma Galvão”. É o absurdo do espetáculo. Sensacionalismo puro e só.
Então isso é informação que se preze? Essa novela da desgraça real é o que temos direito de assistir? Como bem público a televisão deve informar, dar conteúdo e não ludibriar e unir as pessoas através da massificação, mas sim através da informação e do conhecimento. No livro “Mídia e Democracia” é apresentado, um telespectador passivo, incapaz de se desvencilhar da masmorra onde está preso, a TV. Como as pessoas que vivem as vidas que enxergam na novela. Vestem a moda ditada pela programação do horário nobre da globo. Envolvidos pelo lúdico (e gratuito), consomem a programação televisiva sem se preocupar com o que estão vendo, como um passatempo alienante que idiotiza. O telespectador, não é de todo passivo desta maneira. Mas de algum modo, àqueles em que o mínimo de educação e discernimento não chegaram ou não foi logrado êxito é de se imaginar quão difícil deva ser se situar e entender o que é real e o que é apenas sombra, como no “mito da caverna de Platão”.
O histórico da televisão mostra como esse meio, difusor de entretenimento, tem o maior poder e potencial de transmitir conhecimento de forma simultânea, entre todas as mídias, de mobilizar as massas. E isso deve ser usado, para ajudar a instruir e construir cidadãos conscientes, que tenham noção do que se passa no seu país e qual é o andamento do mundo. Para poderem ajudar a escrever a história. E não para nos deixar cada vez mais enfadonhos, gordos e absortos da realidade. Bundas gordas sentadas em frente à diversão da alienação.
Galvão, o campeão
Acaba a esperança pela medalha de ouro, no vôlei de praia masculino, das olimpíadas de Pequim, entre Brasil x EUA, e a frustração é evidente. Mas, realmente, não sei se tanto pela derrota de Márcio e Fábio para os americanos Rogers e Dalhausserr ou pela invencibilidade de Galvão Bueno, na imposição de comentários, para não dizer na prepotência que acomete o locutor mais niilista e famoso do Brasil. Nesta, partida, ele dizia:- "Saca no Dalhausserr, saca no Dalhausser. Eles Não vêem que tem que sacar no Dalhausser, que tem que mudar", repetia incansavelmente, dando todas "coordenadas" do jogo, ponto a ponto, levando a nação inteira, literalmente, à loucura.Isso sem contar a "falta de cabeça" da dupla brasileira, identificada pelo psicólogo Galvão, que deixou escapar o primeiro set.Eu, inumeráveis vezes, pensei: - Meu santo Deus, esse cara não pode estar falando sério. E nem poderia, é uma onisciência de dar inveja à Deus. auhuahauE tem mais, se atletas e equipes brasileiras ouvissem mais o Galvão, provavelmente, se dariam muito melhor e, talvez nós brasileiros, estivéssemos em primeiro no quadro de medalhas olímpicas. Sim, por que os coitados dos comentaristas da Globo ficam numa situação muito da bizarra, onde assistem tal locutor fazer o papel deles, lhes obrigar a concordar com suas inflamadas críticas e arroubos de indignação, que sempre traz uma leitura perfeita da disputa, e ainda ataca de técnico de qualquer esporte.Um amigo, hoje, me falava com tom de desgosto das transmissões do "mestre Galvão". Ele leu o meu pensamento, pois não há como não pensar na empáfia do "Gavião", ele não nos deixa esquecer dele..uahuahuah. Entra ano, sai ano, e lá vêm os mesmo erros, as mesmas gafes, movidas pelo egocentrismo e soberba: uma hora elogiando demais, outras demonizando alguém. Como o exemplo da equipe de atletismo, onde, depois do fracasso, execrou os atletas com opiniões malditas. E até infâmias como a que botou na boca do Dante, na transmissão da final:-" Nós temos que admitir que preferíamos que fosse o Ricardo e Emanuel na final", os compatriotas Ricardo e Emanuel, que Márcio e Fábio enfrentaram nas semifinais.. hauhauhau. Como jornalista o Galvão é um brincalhão.Eu diria que em outras épocas, onde bobagens era menos toleráveis, provavelmente quando criaram o dito popular: " a língua é o chicote do corpo", esse locutor se daria por satisfeito em narrar. Mas já que os tempos são outros e estamos nas olimpíadas, só posso dar um conselho para um jornalista com a visão viciada pelo falso sucesso:a palavra é de prata e o silêncio é de ouro, Galvão.
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