segunda-feira, 26 de julho de 2010

Um pingo no Oceano

“A comunidade não se une. Ninguém mais se ajuda. A sociedade tem que se coçar. Cada um cuida de si, e ninguém cuida de ninguém”.
Essas são de clarações de indignação de muitos ,quando perguntados sobre o que fazer para melhorar a situação e segurança do lugar em que vivem. Inclusive no Bairro Bom Fim, na Ramiro Barcelos, onde trabalha o chaveiro Alexandre Alves, emfrente ao Banco Itaú.Bastante popular, o chaveiro, presidentedo CONSEG- Bom Fim, Conselho de Segurança Comunitário,projeto piloto da 9ª BPM , comprimenta bastante gente, enquanto começa a contar as mazelas do lugar onde vive, e repete o chavão dos descontentes, mas ressalta: “ eu sou teimoso, não desisto tão fácil. Sabe aquele pinguinho a mais no meiodo oceano? Pois é, eu sou assim”, declara quando perguntado sobre como correm as coisas no Bairro onde é presidente do Conselho Comunitário de Segurança. E onde, revela Alves, a população não tem voz ativa. “Acomunidade tem que colocar a boca no trambone. Temos reuniões todas as terças -feiras, na segunda semana do mês, às 20h. Pode vir se quiser", convida o chaveiro. "Tentamos dar voz, para os moradores relatarem os problemas que acontecem e ajudarem a solucionar. O que chega até mim, eu passo para os orgãos responsáveis". Mas segundo o presidente do sindicato, “ os cidadãos não são engajados, não ultilizam as urnas", método instalado em pontos da região, como por exemplo, na Sorveteria Cronks da Felipe Camarão, no restaurante Giardino, na Ferragem Alves da Fernandes Vieira, "com o intuito de dar soluções à problemas e delatar infrações e excessos”. Entre uma escapadela e outra, para atender a clientela, ele fala do policiamento e do assalto ocorrido nas proximidades no dia 08 de fevereiro, no posto Shell, da Oswaldo Aranha e diz: “o que parace, pela reação das pessoas e das autoridades, é que não está acontecendo nem um problema. Há falta de recursos e informação da policía, que possuem dois carros e duas motos para sete bairros. O CONSEG é um projeto piloto da brigada militar e eles mesmo não comparecem às reuniões. Como eles podem estar em todos os lugares sem a ajuda da população. Um tem que olharpelo outro”, desabafa, ainda esperançoso, o presidente chaveiro.

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